O que me assusta é ver o fim. Do caminho, da jornada, ou o de qualquer outra coisa. Aquilo que se enxerga mesmo quando se encontra distante, longínquo. Não que isso seja ruim, existem períodos que definitivamente precisam acabar, e para isso estabelece-se um limite. Uma linha que cruza uma etapa à outra, algumas vezes retas, noutras com inúmeras curvaturas, em que não importando o caminho ou sua dificuldade, o final será exatamente o mesmo.
Mas como numa moeda, que é provida de duas faces, existem também os finais que deixam suas marcas para se tornarem inesquecíveis. Aqueles que quando se vão, levam parte da gente e nos deixam como um quebra-cabeças em que falta alguma das mais importantes peças. Incompletos, ou seja, sem aquilo que nos falta, corremos na procura de algo que possa nos preencher, antes que o vazio o faça.
Caminhamos então aos trancos e barrancos. Rumamos em direção à um outro fim, mesmo quando nossos pés estão cansados, mesmo quando nossas lágrimas dão lugar aos sorrisos, mesmo quando à vontade é de desistir, nós continuamos. Pois por mais que o fim seja assustador, o recomeço é pra quem tem coragem.